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Bolsonaro pressiona, Petrobras recua e não sobe preço do diesel

Publicado em 13/04/2019 Editoria: Brasil


Petrobras desistiu de elevar o preço do diesel nas refinarias a partir desta sexta-feira (12) após pressão do presidente Jair Bolsonaro, que defendia uma alta menor, disse uma fonte à Reuters, levantando incertezas quanto à independência da estatal no que tange a sua política de reajustes de combustíveis.
 
Na véspera, por volta do meio-dia, a Petrobras chegou a anunciar elevação de 5,7% no valor do diesel para esta sexta-feira, mas à noite anulou o aumento e decidiu manter a cotação em 2,1432 reais por litro, praticada desde 22 de março.
 
O movimento ocorre diante de uma recente insatisfação de caminhoneiros em razão dos valores do diesel e dos fretes. No ano passado, a categoria organizou uma greve histórica por causa da alta do combustível mais consumido no país, o que abalou a Petrobras, culminando com a renúncia do então CEO Pedro Parente.
 
Conforme uma fonte do Palácio do Planalto, Bolsonaro ligou ao atual presidente da empresa, Roberto Castello Branco, logo após conversa com o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, pedindo por um reajuste mais brando.
 
"O presidente pediu para reduzir o aumento, de 5 para 1%... É manter o aumento, mas não nesse percentual", afirmou a fonte palaciana, sob condição de anonimato, dada a sensibilidade do assunto.
 
Indagada pela Reuters sobre eventual interferência do governo, a assessoria de imprensa da Presidência da República não respondeu de imediato. A Petrobras também não respondeu.
 
Contudo, em comunicado ao mercado após desistir de elevar o valor do produto, a Petrobras afirmou que "em consonância com sua estratégia para os reajustes dos preços do diesel... revisitou sua posição de hedge e avaliou, ao longo do dia, com o fechamento do mercado, que há margem para espaçar mais alguns dias o reajuste".
 
"A empresa reafirma a manutenção do alinhamento com o Preço Paridade Internacional (PPI)", concluiu.
 
A política de preços da Petrobras buscando a paridade está em vigor desde 2016, tendo passado por ajustes desde então. 
 
O mais recente movimento, anunciado em março, prevê que a companhia pode segurar a cotação do combustível por períodos mais longos nas refinarias, com alterações acontecendo em intervalos não inferiores a 15 dias.
 
A notícia atingiu as ações da estatal logo na abertura da B3. Os papéis caíram mais de 5%. As informações são do Estadão.