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Preso ensanguentado diz que será morto e protesta no telhado do Instituto Penal

Publicado em 23/07/2023 Editoria: Região


Homem está aparentemente ferido e grita pedindo direitos humanos
 
Com gritos de protesto pedindo direitos humanos, um preso ensanguentado chamou a atenção no telhado do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande), localizado no Jardim Noroeste, na manhã deste domingo (23). Famílias que esperam para visita se assustaram com a cena.
 
Ao Campo Grande News, uma auxiliar de serviços gerais, de 44 anos, que dorme na fila para esperar o horário da visita ao marido, afirmou que o tumulto começou por volta de 7h30. "Apareceu um preso no telhado com o rosto cheio de sangue", descreve.
 
Ele conseguiu acessar o telhado durante o "confere" de presos. O rapaz estava com os dois chinelos nas mãos e andava de um lado para o outro. Entre os gritos, segundo testemunhas, ele pedia direitos humanos na unidade.
 
A auxiliar relata ter medo e pede ajuda. "Tinha gente gritando que ele estava na mira de um fuzil", conta. "Uma amiga minha teve o esposo assassinado e ela só ficou sabendo no dia da visita. Os presos da penal são jogados como lixo", completa a mulher.
 
Desceu - O capelão Nilo Henrique, de 37 anos, estava chegando na unidade como faz todos os domingos, quando se deparou com a situação. Com uma caixa de som e microfone, passou a intermediar para que o preso descesse. "Eles estão embaixo e vão me matar", dizia o rapaz. "Falou que ia dar um jeito de pular e começar um motim daqui de fora", descreve Nilo.
 
Após alguns minutos de conversa, o detento desceu do telhado. Ele recebe atendimento médico na unidade porque está ferido. Informações apuradas pela reportagem são de que o rapaz foi agredido por outros presos durante a madrugada e para não morrer tentaria fugir.
 
Enquanto a reportagem estava em frente ao IPCG, familias aproveitaram para fazer denúncia. "Espancaram dois presos e como não morreu, envenenaram", afirma uma mulher que pediu para não ter o nome divulgado por medo.
 
Fila - Por conta da situação, as famílias ainda não conseguiram entrar para a visita e uma grande fila se formou em frente à unidade. Não há informações de quando elas serão liberadas para a visita.
 
O Campo Grande News tentou contato com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), mas sem resposta até a publicação da reportagem.
 


› FONTE: Campo Grande News