Fios desencapados em um sistema de iluminação antigo podem ter energizado a tirolesa em que Pedro Henrique, de 20 anos, e Gustavo Henrique, de 29 anos, morreram eletrocutados em uma estância, durante uma festa de casamento, em Bonito. É o que apontam os dados preliminares divulgados pela Polícia Civil nesta terça-feira, dia 24, com base no levantamento feito pela perícia técnica.
“Foi constatado que toda a estrutura da tirolesa era metálica e que, no topo da torre, havia um sistema de iluminação com fiação antiga e pontos desencapados, o que poderia ter energizado toda a estrutura”, detalhou em nota a Delegacia de Polícia Civil que investiga o caso.
Agentes foram até a estância junto com peritos e contaram com apoio material de técnicos da Energisa, para as medições e exames preliminares. O local fica a 21 km da região central da cidade e o ocorrido não teria relação aparente com a rede pública de energia, tendo ocorrido integralmente na área interna da chácara.
Ainda segundo a Polícia, os resultados preliminares são compatíveis às lesões na pele encontradas em uma das vítimas e corroboram depoimento de testemunhas. Segundo os agentes, os relatos de familiares e pessoas presentes é de que após o uso da tirolesa, as vítimas teriam sofrido uma descarga elétrica ao entraram em contato com o equipamento e com a água, e depois submergiram.
Um inquérito policial foi aberto na delegacia e as investigações continuam. São aguardos laudos periciais do local e necroscópico para conclusão técnica sobre a dinâmica do fato e determinar eventuais responsabilidades criminais acerca do caso.
O CASO
Testemunhas teriam relatado que Gustavo Henrique teria sido eletrocutado ao descer pela tirolesa e se afogado ao cair. Pedro Henrique teria entrado na água para tentar salvar o amigo, mas ao segurar no cabo da tirolesa teria sofrido uma forte descarga elétrica.
Os dois foram socorridos e encaminhados ao Hospital Darci João Bigaton, em Bonito, na manhã de domingo, dia 22, quando o caso aconteceu. Pedro morreu antes de chegar à unidade. Já Gustavo chegou a dar entrada e foi transferido para a Santa Casa de Campo Grande, mas também não resistiu e faleceu durante a noite do mesmo dia.
Os dois estavam na chácara como convidados de festa de casamento que acontecia desde sábado, dia 21. A estância não teria Certificado de Vistoria emitido pelo Corpo de Bombeiros e foi interditada.
› FONTE: Dourados News