Supremo forma maioria para manter prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Publicado em 13/03/2026
Editoria: Brasil
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques formaram maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central do Brasil após apresentar falta de recursos em caixa para honrar compromissos financeiros.
A análise ocorre na Segunda Turma do STF, que iniciou às 11h desta sexta-feira uma sessão virtual para decidir se mantém ou não a prisão de Vorcaro.
Ainda falta o voto do ministro Gilmar Mendes, que tem prazo até a próxima sexta-feira (20) para registrar sua posição.
Vorcaro foi preso em 4 de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.
Após a detenção, ele foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.
Relator atual do caso no Supremo, Mendonça autorizou a prisão preventiva após receber da Polícia Federal indícios de que o banqueiro mantinha uma estrutura particular voltada ao monitoramento e à intimidação de pessoas consideradas adversárias de seus interesses.
O ministro Dias Toffoli, que também integra a Segunda Turma e havia sido o primeiro relator do processo no STF, declarou-se suspeito para julgar os casos relacionados ao banco por motivo de foro íntimo.
A decisão ocorreu após polêmicas envolvendo negócios passados de uma empresa ligada à família de Toffoli e um fundo associado ao Banco Master.
A condução do processo gerou desgaste para o ministro.
A Polícia Federal chegou a elaborar um relatório apontando possíveis pontos de contato entre Toffoli e Vorcaro.
No entanto, o documento foi descartado pelo Supremo, que entendeu haver indícios de investigação irregular contra um ministro da Corte sem autorização judicial.