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Nome de juíza é usado em golpe: "vai procurar outro trouxa", diz vítima

Publicado em 19/03/2026 Editoria: Cidade


Mensagens enviadas em tentativa de golpe. (Foto: BNC Notícias)

Mensagens enviadas em tentativa de golpe. (Foto: BNC Notícias)


Moradora desconfiou de promessa de dinheiro fácil e desmascarou criminoso que usava identidade de magistrada

 


Uma moradora de Paraíso das Águas, cidade a 277 km de Campo Grande, foi alvo de uma tentativa de golpe virtual que utilizava o nome da juíza de Chapadão do Sul para dar credibilidade à fraude. O caso acende alerta sobre criminosos que se passam por autoridades para enganar vítimas.

Segundo relato, a mulher recebeu mensagens de um número com DDD 44. Mesmo com o nome da juíza na identificação do WhatsApp, do outro lado, o golpista se apresentou como advogada e afirmou que ela teria um valor a receber de um suposto processo judicial. O montante informado era de R$ 41.839,25.

A abordagem, no entanto, levantou suspeitas. Ao perceber inconsistências na conversa, a moradora decidiu confrontar o criminoso com ironia: “Quanta honra, não sabia que além de juíza a senhora também advogava!” Na sequência, já certa de que se tratava de um golpe, foi direta: “Vai procurar outro trouxa para dar o golpe.”

A reação irritou o golpista, que passou a ofender a vítima com palavras de baixo calão, chamando-a de “rapariga”. Diante da situação, ela bloqueou o contato imediatamente e evitou qualquer prejuízo.

A imagem da conversa, compartilhada pela vítima, mostra o momento em que o criminoso tenta convencer sobre a suposta liberação de valores e, depois, parte para ofensas ao ser desmascarado.

Casos como esse têm se tornado cada vez mais frequentes. Criminosos utilizam nomes de juízes, promotores, advogados e até órgãos oficiais para dar aparência de legitimidade às fraudes, geralmente prometendo quantias a receber em processos inexistentes.

A orientação é clara: desconfie de mensagens inesperadas envolvendo dinheiro, nunca forneça dados pessoais e, em caso de dúvida, procure diretamente os canais oficiais do Judiciário ou registre ocorrência. (Com informações do BNC Notícias).