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Sobrinho confessa ter matado tia com golpes de panela e serra de corte

Publicado em 23/03/2026 Editoria: Polícia


Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, é a 8ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul

Maurício da Silva, de 21 anos, confessou que matou a tia, Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, na manhã desta segunda-feira (23), em Selvíria.

O autor foi encontrado pela Polícia Militar a poucos metros do local do crime, enquanto se banhava no Córrego Arroz Doce, tentando retirar o sangue da vítima do próprio corpo. Este é o 8º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2026.

Conforme apurado pela reportagem, o crime ocorreu na Rua Antônio Luís de Brito, na região da Cohab. Os policiais encontraram a casa da vítima com grande quantidade de sangue e diversas ferramentas de corte também sujas, possivelmente utilizadas no assassinato. A Polícia Civil e a equipe de perícia estão no local apurando as circunstâncias do crime.

A Polícia Militar foi acionada por testemunhas que viram o suspeito, conhecido como “Maurição”, sujo de sangue em um posto de combustível. Ao chegarem ao local, os policiais foram informados de que ele havia fugido em direção ao córrego, às margens da MS-444.

Durante as buscas, os militares localizaram o homem dentro do córrego, tentando se limpar. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia. Inicialmente, Maurício negou o crime, mas horas depois confessou ter assassinado a tia.

Na delegacia, após ser confrontado com as informações reunidas pela investigação, Maurício confessou o crime. Segundo a Polícia Civil, ele afirmou que estava sob efeito de drogas, foi até a casa da tia, discutiu com a vítima por motivos fúteis e a matou com vários golpes na cabeça, usando objetos contundentes, como uma panela e uma Makita.

O caso é tratado como feminicídio porque, conforme a Lei do Feminicídio (Lei nº 13.104/2015), o crime ocorre quando há violência contra a mulher no contexto doméstico ou familiar. Como autor e vítima são parentes, a investigação considera o vínculo familiar como um dos elementos para essa tipificação.

Fátima, de 58 anos, era natural de Ilha Solteira (SP), cidade que faz divisa com Mato Grosso do Sul.

 



› FONTE: Campo Grande News