Medida foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União e segue a estratégia de revisão periódica
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a atualização da composição das vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil. A nova regra estabelece que os imunizantes devem ser monovalentes, ou seja, direcionados a uma única variante do vírus, e conter obrigatoriamente a cepa LP.8.1 do SARS-CoV-2, considerada mais alinhada ao cenário epidemiológico atual.
A medida foi publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União e segue a estratégia de revisão periódica das vacinas conforme a evolução do coronavírus.
Para evitar desabastecimento, a Anvisa autorizou um período de transição: vacinas baseadas na cepa anterior, JN.1, ainda poderão ser aplicadas por até nove meses. Fabricantes deverão atualizar registros e processos produtivos, e as campanhas passarão gradualmente a utilizar a nova formulação.
Diferentemente da gripe, que apresenta padrão sazonal previsível, a Covid-19 ainda tem comportamento irregular, o que exige ajustes mais frequentes nas vacinas.
A mudança não significa retorno à vacinação em massa. O Programa Nacional de Imunizações mantém a prioridade para grupos mais vulneráveis, como idosos, pessoas com comorbidades, gestantes, imunossuprimidos e profissionais de saúde.
Segundo a diretora do órgão, Daniela Marreco, a atualização mantém a cepa LP.8.1 nas vacinas aprovadas e permite o uso da JN.1, a critério do Ministério da Saúde, para evitar atrasos na vacinação. Ambas derivam da variante Ômicron. A decisão foi aprovada por unanimidade pela diretoria da Agência.
Até 2 de março, o Brasil registrou 36.433 casos de síndrome gripal associados à Covid-19. De acordo com a Anvisa, a vacinação continua sendo a principal medida de prevenção e controle da doença.