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Sargento da PM atira em colega ao confundi-lo com suspeito em fuga

Publicado em 13/04/2026 Editoria: Capital



Policial teria chamado a atenção de um adolescente e foi acusado de agressão pelo pai do garoto

 

Um policial militar de 33 anos foi baleado no final da tarde de domingo (12) após uma confusão iniciada no estacionamento de um supermercado na Avenida Amaro Castro Lima, no bairro Vila Nova Campo Grande, em Campo Grande. O tiro foi disparado por um sargento que acreditou tratar-se de um roubo.

Segundo o boletim de ocorrência, o policial estava no local realizando compras quando foi solicitado por funcionários a orientar adolescentes que faziam manobras perigosas com bicicletas no estacionamento.

Durante a abordagem, um dos adolescentes, de 13 anos, teria discutido com o policial e ameaçado retornar ao local. Algum tempo depois, o jovem voltou com o pai, que passou a acusar o militar de ter agredido o garoto, gerando um tumulto no estabelecimento.

O vigilante começou a gritar expressões como “pega ladrão”, incitando outras pessoas a perseguir o policial, que deixou o local tentando evitar o confronto. A situação evoluiu para uma perseguição pelas ruas próximas, com a participação de diversos populares.

Um sargento da Polícia Militar, que havia sido alertado sobre uma possível ocorrência de roubo na região, se deslocou até o local. Ao se deparar com a perseguição e acreditando se tratar de um suspeito em fuga, ele tentou realizar a abordagem.

Nesse momento, houve um disparo de arma de fogo, que acabou atingindo o policial de folga. A suspeita inicial é de que o tiro possa ter sido acidental ou decorrente de ricochete. O militar ferido foi socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros e encaminhado para a Santa Casa, onde permanece internado aguardando avaliação médica.

O vigilante, pai do adolescente, e o garoto foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos. O gerente do supermercado informou que não presenciou agressão por parte do policial contra o adolescente, mas confirmou que houve tumulto e incitação por parte do pai.

A arma utilizada no disparo foi apreendida, e a perícia esteve no local. As imagens do circuito de segurança do estabelecimento ainda serão requisitadas e analisadas.

O caso foi registrado como calúnia, ameaça, vias de fato e lesão corporal, e será investigado pelas autoridades competentes. A atuação dos policiais envolvidos também será apurada pela Corregedoria da Polícia Militar.



› FONTE: Campo Grande News