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Simulado de resgate mobiliza profissionais e tem apoio aéreo da FAB

Publicado em 16/04/2026 Editoria: Região


Foto simulação de acidente na BR 163

Foto simulação de acidente na BR 163

Um grande simulado de acidente envolvendo produtos perigosos mobilizou mais de 100 profissionais na manhã desta quinta-feira (16), na BR-163, no km 466, saída de Campo Grande. A ação contou com cenários complexos de resgate e até operação aérea com helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB).

Organizado pela concessionária Motiva Pantanal, o treinamento foi realizado em uma área ao lado da rodovia, sem impacto no tráfego. A simulação envolveu cinco veículos e cerca de 20 vítimas com diferentes níveis de gravidade, recriando situações críticas comuns nas estradas.

Entre os cenários simulados estavam colisões com vítimas presas às ferragens, tombamento de ônibus, princípio de incêndio e vazamento de etanol — considerado um produto perigoso e um dos fatores de maior complexidade no atendimento. Durante o exercício, duas vítimas foram resgatadas por helicóptero, sendo uma delas levada a óbito no contexto simulado.

De acordo com a coordenadora de pré-atendimento hospitalar da Motiva, Gleice Andrade, o objetivo da ação é integrar as equipes e garantir uma resposta rápida e eficiente em situações reais. Segundo ela, apesar de treinamentos semelhantes ocorrerem há cerca de dez anos, esta foi a primeira simulação após a mudança de concessionária, com previsão de repetição anual.

O gerente de operações, Fábio Oliveira, destacou que as equipes de atendimento pré-hospitalar são responsáveis pelo socorro e remoção das vítimas, enquanto os times operacionais atuam na liberação da via. “A agilidade nesse processo é fundamental para evitar novos acidentes”, afirmou.

O major Vinícius Barbosa, do Corpo de Bombeiros, ressaltou a importância da atuação conjunta, especialmente em ocorrências com produtos perigosos. Segundo ele, a corporação atua diretamente no isolamento da área, contenção de vazamentos e resgate de vítimas.

Acadêmicos de medicina também participaram da simulação, atuando como vítimas. A estudante Giovanna Amanda Nascimento, de 23 anos, representou um caso grave e destacou o realismo da atividade. Já Maria Julia Amaral, de 22 anos, que participou pela primeira vez como vítima leve, afirmou que a experiência contribui significativamente para a formação profissional.

Ao todo, cerca de 50 profissionais atuaram diretamente no atendimento às vítimas, enquanto outros ficaram responsáveis pela organização e controle da operação.

Participaram do simulado equipes do Samu, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Militar Ambiental, perícia, Detran-MS, Imasul, ANTT, Ibama, além de representantes da prefeitura de Caarapó e estudantes de medicina.