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Ossada que pode ser de casal desaparecido surgiu em fazenda ligada a suspeito

Publicado em 22/04/2026 Editoria: Polícia


Foto:O Pantaneiro

Foto:O Pantaneiro

Identificação pode demorar 30 dias e ainda não há confirmação se restos mortais são de uma ou duas vítimas
 
A ossada encontrada em Aquidauana foi localizada na mesma fazenda onde trabalhava Antônio da Silva, apontado à época como principal suspeito do desaparecimento de um casal em 2014, segundo a Polícia Civil. Os restos mortais estavam em uma grota nas proximidades da Fazenda Nossa Senhora Aparecida, a cerca de 20 quilômetros do centro do município.
 
A Polícia Civil confirmou que a ossada é humana, mas ainda não é possível saber se os restos mortais são de uma ou duas vítimas. A identificação pode levar mais de 30 dias, por conta dos exames necessários. Apesar da repercussão, a corporação afirma que ainda é cedo para relacionar diretamente os achados ao caso. Antônio da Silva, acusado pelo crime, está atualmente preso por estupro de vulnerável.
 
No mesmo local, também foram encontrados destroços de uma motocicleta parcialmente enterrada. Em exame inicial, os peritos identificaram características semelhantes às de uma Honda CG 125 Fan preta, modelo utilizado por Amanda Cristina Galhardo Martins, de 16 anos, e Aguinaldo de Oliveira da Silva Júnior, de 20 anos, desaparecidos desde janeiro de 2014.
 
A localização da ossada coincide com a área onde o suspeito trabalhava, o que reforça a linha investigativa já existente. Na época, as investigações apontaram Antônio da Silva como suspeito de ter cometido o crime e ocultado os corpos dentro da propriedade rural.
 
Amanda e Júnior desapareceram no dia 24 de janeiro de 2014. Naquela tarde, os dois saíram de Anastácio em uma Honda Fan 125 preta para visitar parentes próximos a Taboco. Durante o trajeto, o rapaz telefonou para a mãe e contou que o pneu da moto havia furado. Ele disse que retornaria para a cidade empurrando o veículo ao lado da companheira. Depois disso, nenhum dos dois foi visto novamente.
 
As buscas mobilizaram familiares, equipes da Polícia Civil e até o Exército Brasileiro, já que Júnior era soldado da corporação e estudava para se tornar cabo. Mesmo com diligências em matas, estradas vicinais e propriedades rurais, nenhum vestígio foi encontrado, nem roupas, pertences pessoais ou a motocicleta.
 
Em entrevistas anteriores ao Campo Grande News, o delegado Mário Donizete Ferraz de Queiroz, responsável pelo caso à época, classificou o desaparecimento como “total mistério” e afirmou que todas as linhas investigativas haviam sido esgotadas.
 
A polícia chegou a quebrar sigilos bancários e telefônicos do casal, mas não obteve pistas relevantes. Agora, mais de uma década depois, a descoberta da ossada e da motocicleta justamente na área onde trabalhava o suspeito recoloca a principal hipótese do caso sob nova análise. Ainda assim, a Polícia Civil reforça que aguarda os resultados periciais antes de confirmar qualquer ligação entre os achados e o desaparecimento do casal.
 


› FONTE: Campo Grande News