Flávio Bolsonaro confirma que visitou Vorcaro em casa após prisão
Publicado em 19/05/2026
Editoria: Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, confirmou nesta terça-feira (19) que visitou o banqueiro Daniel Vorcaro no fim de 2025, após a primeira prisão do empresário, dono do Banco Master.
A visita ocorreu depois que Vorcaro foi solto e passou a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Ele havia sido preso preventivamente pela Polícia Federal do Brasil em 17 de novembro de 2025, em São Paulo, ao tentar embarcar em um jatinho com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A PF entendeu que havia indícios de tentativa de fuga. O banqueiro foi libertado 12 dias depois.
Em pronunciamento em Brasília, Flávio afirmou que esteve na residência do empresário para pedir esclarecimentos sobre a situação. “Fui sim à casa de Vorcaro [depois dele ser solto], para pôr ponto final nessa história. Quando Vorcaro foi preso, tivemos uma virada de chave e entendemos que a situação era grave”, declarou.
Na semana passada, o site The Intercept Brasil divulgou mensagens escritas e áudios trocados entre o senador e o banqueiro. Nos diálogos, Flávio solicitava recursos financeiros para a produção de um filme sobre a vida do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em nota, o senador afirmou que buscava patrocínio privado para o projeto e negou uso de recursos públicos. “É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, diz o texto.
Em 4 de março deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, determinou a nova prisão de Vorcaro. A decisão atendeu a pedido da Polícia Federal, que aponta o banqueiro como líder de uma organização criminosa voltada a vigiar e intimidar pessoas que contrariavam os interesses do Banco Master.
A defesa de Vorcaro nega as acusações. (Com informações do Estadão)
› FONTE: Redaçao Terra