Povos indígenas fortalecem participação na governança da Rota Bioceânica em MS
Publicado em 21/06/2026
Editoria: Infraestrutura
Povos indígenas fortalecem participação na governança da Rota Bioceânica em MS
Com a participação de cerca de 60 representantes de seis etnias indígenas de Mato Grosso do Sul, o encontro "Vozes da Rota - Encontro Estadual sobre o Corredor Bioceânico e os Povos Originários" marcou mais uma etapa na construção participativa da governança do Corredor Rodoviário Bioceânico de Capricórnio.
Promovido pelo Governo do Estado, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), o evento teve como objetivo apresentar o andamento das ações relacionadas à Rota Bioceânica e ampliar o diálogo com as comunidades indígenas potencialmente impactadas pelo projeto.
Participaram lideranças e representantes das etnias Terena, Kadiwéu, Atikum, Guarani, Guarani Kaiowá e Kinikinau, além do subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários da Secretaria de Cidadania, Devanilson Paz.
Durante o encontro, foi definida a data de 29 de junho para que cada povo indique seus representantes na comissão permanente que passará a integrar a estrutura de governança dos povos originários vinculada ao Corredor de Capricórnio. A iniciativa é considerada pioneira entre os governos subnacionais que fazem parte da Rota Bioceânica.
A programação contou com a apresentação do panorama atual das obras e da governança do corredor, conduzida pela assessora especial de Integração do Corredor Bioceânico Capricórnio da Semadesc, Danniele Paiva. Ela destacou o avanço das obras da ponte binacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, que já ultrapassam 90% de execução.
O encontro reforçou o compromisso do Governo de Mato Grosso do Sul em garantir a participação dos povos originários nas discussões sobre um dos mais importantes projetos de integração logística e econômica da América do Sul, que envolve Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A proposta é assegurar que as comunidades indígenas tenham voz ativa na construção e nos impactos futuros da Rota Bioceânica.
› FONTE: Portal MS