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Big Day das Araras-Azuis mobiliza observadores de três países para registrar a espécie

Publicado em 15/07/2026 Editoria: Meio Ambiente


Nos dias 1 e 2 de agosto acontecerá a segunda edição do Big Day das Araras-Azuis, uma mobilização  para registrar a presença da arara-azul-grande no Brasil, Bolívia e Paraguai 
 
Nos dias 1 e 2 de agosto de 2026, o Instituto Arara Azul convida toda a população das áreas de ocorrência da arara-azul-grande ( (Anodorhynchus hyacinthinus) no Brasil, Bolívia e Paraguai a participarem do segundo Big Day das Araras-Azuis, uma grande mobilização internacional de ciência cidadã, para contagem da espécie.
 
A iniciativa é inspirada no Global Big Day, tradicional evento mundial de observação de aves que reúne milhares de participantes em campo para registrar espécies.O Big Day das Araras-Azuis tem foco de registrar a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) na natureza, espécie símbolo da biodiversidade brasileira, ameaçada de extinção e monitorada pelo Instituto Arara Azul há mais de três décadas.
 
De acordo Neiva Guedes, presidente e fundadora do Instituto Arara Azul, a participação das comunidades locais de áreas de ocorrência da espécie será fundamental para o sucesso da iniciativa. “Qualquer pessoa pode participar do Big Day da Araras-Azuis, quem mais esperamos que participe este ano são as pessoas que moram nas propriedades, nas fazendas, onde as araras-azuis ocorrem. Seja lá o peão, o fazendeiro, o gerente, a dona de casa, porque onde elas ocorrem elas acabam se mostrando bastante então eu tenho certeza que onde elas ocorrem as pessoas sabem que elas estão lá e é dessas pessoas que a gente espera o resultado do Big Day deste ano”, destaca Neiva Guedes.
 
Além de ampliar o engajamento da população, o Big Day das Araras-Azuis também busca reunir informações atualizadas sobre a espécie na natureza. “Nós precisamos entender como está hoje a distribuição das araras, onde estão e quantas são. Então eu faria esse convite para todas as  pessoas que podem estar contando com o celular, fazendo uma imagem, um vídeo, ou até gravando um áudio”. Neiva Guedes ressalta a necessidade  da mobilização do maior número de pessoas nos locais mais remotos, em propriedades e locais  mais distantes. 
 
A primeira edição do Big Day das Araras-Azuis aconteceu em 2025 e surpreendeu os pesquisadores do Instituto Arara Azul. Maria Eduarda Monteiro, médica-veterinária e coordenadora de campo do Projeto Arara Azul na Caiman, destaca que os resultados obtidos em ações anteriores demonstram o potencial da mobilização. “No Brasil, Mato Grosso do Sul liderou a contagem, com 409 araras-azuis registradas e uma grande mobilização de observadores em diferentes municípios. O Pará também teve uma participação muito expressiva, com 335 indivíduos registrados e forte envolvimento da comunidade local.” explica a médica-veterinária.
Importância da participação dos estados de Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia
 
A médica-veterinária complementa que no ano de 2025 o Instituto Arara Azul não recebeu registros nos estados de Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia e tiveram poucos registros de no estado de Minas Gerais,embora tenham conhecimento que a espécie ocorre nessas regiões. Por isso, a participação desses estados nesta segunda edição do Big Day das Araras Azuis é muito importante, pois quanto maior a cobertura das áreas de ocorrência da arara-azul, mais próximo estaremos de compreender a real situação da espécie na natureza.
 
Ela ressalta ainda que, para a pesquisa científica, não apenas os registros positivos são importantes. “E é importante destacar que, para a ciência, não apenas os registros das araras são valiosos. Em locais onde houve esforço de observação, mas nenhuma arara foi avistada, essa informação também é extremamente importante. A ausência de registros ajuda a identificar possíveis mudanças na distribuição da espécie, áreas que precisam de maior atenção”
 
A segunda edição do Big Day das Araras-Azuis representa uma oportunidade para aproximar a sociedade da conservação ambiental, transformando cada registro em uma contribuição valiosa para a pesquisa científica. Com um celular em mãos e atenção voltada para o céu, qualquer pessoa pode ajudar a escrever um novo capítulo na história de conservação da maior arara do mundo. 
 
Como participar ?
 
Nos dias 1 e 2 de agosto, pessoas de todo o Brasil,Paraguai e Bolívia, sozinhas ou em grupos, irão registrar quantas araras-azuis avistaram. Você pode observar da sua casa, do campo, de uma escola, ou de onde quiser. 
Se você observar araras-azuis-grandes entre os dias 1 e 2 de agosto, envie suas informações, fotos ou vídeos para uma dessas plataformas de ciência cidadã: eBird, WikiAves e Biofaces. Se possível preencha o formulário oficial da campanha neste link: https://forms.gle/uQ9qQ8qP9TYU1Mr26. Há também a possibilidade de compartilhar os dados pelo WhatsApp oficial da campanha (67) 9987-10752.  
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Sobre o Instituto Arara Azul
 
Idealizado e liderado pela bióloga e cientista, doutora Neiva Guedes, o Projeto Arara Azul nasceu em 1990 e já tem 36 anos de estrada e reconhecimento mundial pelo seu trabalho científico que mudo drasticamente a realidade da arara-azul-grande no Pantanal.
 
Em 2003, foi criado o Instituto Arara Azul, uma organização não governamental.Atualmente o Instituto atua efetivamente em MS, MT e, recentemente no Bioma da Amazônia, demonstrando excelentes resultados em prol da conservação da biodiversidade, com repercussão internacional.
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› FONTE: Assessoria de comunicação Instituto Arara Azul