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Ciclista fica 2 horas à espera de socorro após cair e bater a cabeça no meio-fio

Publicado em 19/08/2026 Editoria: Geral


Vítima sofreu grave trauma na cabeça após perder o controle da bicicleta; família questiona demora do Samu
 
Um jovem de 21 anos ficou gravemente ferido após passar cerca de duas horas à espera de atendimento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) depois de cair da bicicleta na Avenida Guaicurus, no Jardim Itamaracá, em Campo Grande. Miguel Mendes, que trabalha em um galpão de distribuidora na região, seguia para casa quando perdeu o controle ao passar por um trecho com buraco e sobras de asfalto na pista.
 
Segundo a irmã da vítima, a professora Luana Mendes, de 32 anos, Miguel havia saído do trabalho e seguia de bicicleta para casa, na região do Jardim Centro-Oeste, quando caiu e bateu fortemente a cabeça no meio-fio.
 
“Foi na frente da Semalo, ali na avenida, está cheio de sobra de asfalto. Quando passa, ficam aquelas sobras e vira um tipo de lombadinha. Está feio e tem um buraco lá também. Ele estava vindo de bicicleta, passou o buraco, perdeu o controle e acabou caiu, batendo a cabeça no meio-fio”, relatou.
 
A queda provocou um grave trauma na cabeça. Conforme Luana, o irmão também sofreu uma fratura exposta na região da clavícula e há suspeita de fratura no braço. A família ficou ainda mais apreensiva durante a espera pelo socorro, já que, segundo a irmã, o rapaz permaneceu no local do acidente por cerca de duas horas.
 
“Ele ficou lá no chão quente, sem água, no sol, e a gente não podia mexer com ele por causa do trauma na cabeça. Estava bem machucado”, contou.
 
A irmã afirma ainda que recebeu a informação de que havia apenas três viaturas do Samu equipadas com maca disponíveis para atender ocorrências na cidade naquele momento. “O acidente foi muito feio e a nossa cidade está sem estrutura nenhuma. Aquela avenida é cheia de trabalhadores saindo do serviço. Passa por uma avenida daquela e está muito perigoso”, reclamou.
 
Após o atendimento inicial do Samu, a família foi informada de que a Santa Casa estava lotada e que não havia vaga para receber o rapaz. Por isso, ele foi encaminhado para a ala vermelha do Hospital Unimed. A empresa em que Miguel trabalha informou que irá arcar com todos os custos do atendimento médico.
 
Além da demora no atendimento, a família também questiona as condições da Avenida Guaicurus. Para Luana, o estado do asfalto e a falta de estrutura exclusiva para ciclistas aumentam o risco de acidentes na região.
 
“Não tem ciclovia, ele fica enfrentando esse risco, no meio dos carros e com os buracos. É bem difícil a situação”, afirmou.
 
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para questionar se existe previsão para o reparo do buraco na Avenida Guaicurus e se há planejamento para implantação de ciclovia no trecho. Também foram solicitadas informações ao município sobre a estrutura do Samu, incluindo a quantidade de viaturas disponíveis, eventual previsão de aquisição de novos veículos e os critérios de prioridade utilizados no atendimento das ocorrências.
 
Até a publicação desta reportagem, não havia retorno aos questionamentos.


› FONTE: Campo Grande News