Irmãos são condenados a quase 20 anos de prisão por tráfico de droga
Publicado em 14/10/2026
Editoria: Justiça
Dois irmãos, identificados como G.L.O. (24 anos) e L.L.O. (18 anos), foram condenados pela Justiça pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e resistência, após investigação desenvolvida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Seção de Investigações Gerais da Delegacia Regional de Polícia de Dourados (SIG/DRP). As penas, somadas, alcançam 18 anos, 6 meses e 22 dias de reclusão, além de quatro meses de detenção.
A condenação foi proferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Dourados, em sentença de 24 de setembro de 2026, após investigação que identificou a atuação conjunta e permanente dos irmãos na comercialização de entorpecentes em um ponto de venda de drogas localizado na região do Jardim Maringá.
Os investigados já eram monitorados pela Polícia Civil há alguns meses em razão de informações sobre a comercialização reiterada de drogas no endereço. Em 12 de janeiro de 2026, as equipes apreenderam com os irmãos: crack, pasta-base de cocaína, maconha e R$ 970,00 em dinheiro.
Durante a ação policial, os dois irmãos resistiram à prisão, sendo que G.L.O. chegou a fugir e entrou em luta corporal com os policiais civis, provocando lesões em integrantes da equipe. Ambos foram contidos e presos em flagrante.
A investigação também foi marcada por tentativas de desacreditar a atuação dos policiais civis responsáveis pela prisão, inclusive mediante acusações de suposta prática de tortura formuladas pelos investigados. Paralelamente, testemunhas relataram ter sido alvo de ameaças e intimidações atribuídas a familiares dos irmãos, que teriam exercido pressão para que modificassem suas declarações, buscando comprometer a produção das provas e afastar a responsabilização criminal da dupla.
Apesar dessas circunstâncias, o conjunto probatório produzido pela Polícia Civil foi confirmado durante a instrução judicial. Na sentença, o Poder Judiciário reconheceu a legalidade da intervenção policial e a consistência dos depoimentos dos investigadores, destacando que as declarações encontravam respaldo em elementos independentes de prova.
Também ficou demonstrado que os irmãos mantinham vínculo estável e permanente para a comercialização de drogas, revezando-se no atendimento aos usuários. G.L.O. foi condenado a 10 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão, além de dois meses de detenção, enquanto L.L.O. recebeu pena de 8 anos, 5 meses e 7 dias de reclusão, também acrescida de dois meses de detenção.