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Homem investigado por homicídio morre durante abordagem do Choque

Publicado em 16/10/2026 Editoria: Polícia


Suspeito respondia por duas tentativas de assassinato e já havia sido condenado por posse ilegal de arma

Edilson Gonçalves Vilhalba, de 38 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (16), durante confronto com policiais do Batalhão de Choque na Rua Rosalva Fraga Santos, no bairro Vila Prateada, em Maracaju, a 159 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pelo Campo Grande News, Edilson foi levado ao Hospital Soriano Corrêa da Silva, mas não resistiu. Posteriormente, o corpo foi encaminhado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).

Durante a ocorrência, foram apreendidos um revólver calibre .38, 15 munições do mesmo calibre, um jet loader, dispositivo utilizado para recarregar rapidamente revólveres e quatro tabletes de maconha, que totalizaram 2,685 quilos.

A ação foi realizada por policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar, no âmbito da Operação Protetor das Divisas e Fronteiras.

A ocorrência foi registrada por suspeita de pertencimento a organização criminosa, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, desobediência e resistência. O registro também inclui homicídio decorrente de oposição à intervenção de agente legal do Estado e tentativa de homicídio.

Edilson respondia a uma denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul por duas tentativas de homicídio qualificado, em um caso registrado na madrugada de 3 de novembro de 2013, no Bar do Justino, no bairro Cambaraí, em Maracaju. O processo estava na fase de preparação para julgamento pelo Tribunal do Júri.

Conforme a denúncia, após um desentendimento anterior com uma das vítimas, Edilson teria ido ao estabelecimento acompanhado de outro homem. Os dois teriam efetuado disparos contra dois irmãos, atingidos nas coxas.

Segundo o Ministério Público, os crimes teriam sido motivados por vingança. A acusação também apontou que os disparos em um local público colocaram outras pessoas em risco. Edilson foi denunciado por duas tentativas de homicídio qualificado, por motivo torpe e pelo emprego de meio que poderia resultar em perigo comum.

Em outro caso, Edilson foi condenado a dois anos de reclusão por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. O episódio ocorreu na madrugada de 26 de maio de 2013, na Praça Central de Maracaju.

Segundo a denúncia, policiais militares faziam patrulhamento quando receberam informação sobre um homem armado no local. Durante a abordagem, encontraram com Edilson uma pistola calibre 765 e 14 munições intactas.

Conforme a sentença, ele confirmou que portava a arma e não tinha registro nem autorização para mantê-la. A Justiça fixou a pena em dois anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de dez dias-multa. A decisão permitiu que ele recorresse em liberdade.

No dia 15 de agosto de 2011, Edilson foi preso suspeito de matar Alexandre Marques da Silva, de 26 anos. O crime ocorreu três dias antes, após uma discussão entre a vítima e um dos suspeitos. Na ocasião, Claiton Lampert, apontado como comparsa de Edilson, também foi detido.

Durante buscas na casa dos suspeitos, os policiais encontraram a arma que teria sido utilizada no homicídio. Os dois foram indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil.

Conforme as informações da ocorrência, após a discussão, um dos suspeitos sacou a arma e atirou contra Alexandre. Populares ainda tentaram levar a vítima ao hospital, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu antes de receber atendimento médico.

 



› FONTE: Campo Grande News