Cômodo ficou tomado por cinzas e objetos queimados após incêndio provocado dentro do imóvel (Foto: Reprodução)
Policiais também detiveram marido após desacato; paradeiro do morador segue desconhecido
Virgínia Moraes dos Santos, de 40 anos, foi presa na quarta-feira (28), após confessar ter ateado fogo em um colchão em uma residência na Rua Cabralia Paulista, no Jardim Centenário, em Campo Grande. Segundo relato à Polícia Militar, a intenção era obrigar um idoso a deixar o imóvel.
Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao endereço, encontrou o incêndio já controlado pelo Corpo de Bombeiros. Uma vizinha informou que um idoso morava na residência, mas ele havia saído do local e não foi encontrado pelas equipes, apesar das buscas.
Durante o atendimento, Virgínia se apresentou como responsável pelo incêndio e relatou que ateou fogo no colchão para retirar o idoso do imóvel. Segundo ela, o homem estaria ocupando a casa indevidamente, e a verdadeira proprietária seria uma pessoa conhecida por ela e pelo marido.
Virgínia afirmou ainda que pretendia retirar o idoso para permitir que o filho, de 19 anos, passasse a morar no local.
O marido dela, Wolney da Graça, de 42 anos, também compareceu ao endereço e, conforme os policiais, apresentou comportamento agitado e agressivo. Ele exigiu aos gritos que a esposa fosse liberada, desafiou os militares para uma briga, afirmou ser o verdadeiro autor do incêndio e chamou os policiais de “porcos”.
Diante da situação, a equipe determinou que Wolney se submetesse à abordagem, mas ele teria desobedecido às ordens e continuado hostil. Os policiais solicitaram apoio de outra equipe e utilizaram algemas para contê-lo, alegando a necessidade de preservar a integridade física dos envolvidos.
Durante o deslocamento à delegacia, Virgínia também ofendeu os policiais, chamando-os de “sanguessugas”. Já na unidade policial, segundo o relato da equipe, foi necessário algemá-la devido ao comportamento agressivo.
O idoso não havia sido localizado até o encerramento do registro policial, e as condições de saúde dele permaneciam desconhecidas.
O caso foi registrado como incêndio e desacato, na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol. O casal passará por audiência de custódia nesta quinta-feira.
› FONTE: Campo Grande News