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Santa Casa fez 107 transplantes, 85 de córneas, 19 de rins e 3 de coração

Publicado em 01/10/2020 Editoria: Saúde


De janeiro a setembro de 2019, foram 130 transplantes de córneas, 17 transplantes de rins e nenhum de coração. Já em 2020, foram 85 de córneas, 19 de rins e três de coração.
 
Uma hemorragia subaracnóidea – sangramento dentro do espaço dos tecidos que envolvem o cérebro (meninges), foi o que ocasionou a evolução para morte encefálica em José de 50 anos. Com a autorização da doação de seus órgãos e tecidos concedida pela família, foi possível captar fígado, rins e córneas nesta terça-feira, 29. Três pacientes de lugares distintos foram beneficiados com este ato, Minas Gerais com fígado, Pernambuco com um lado dos rins e Campo Grande com o outro lado do rim. Além destes, as córneas foram encaminhadas para o Banco de Olhos do hospital.
 
O mês de setembro foi dedicado ao fortalecimento do incentivo à doação de órgãos e tecidos, período em que o país todo celebrou exemplos de solidariedade como o de José e sua família. O “Setembro Verde”, tem seu ponto mais alto durante a campanha no dia 27, quando se comemora o Dia Nacional da Doação de Órgãos. Embora milhares de pessoas ainda aguardam na fila para um transplante, a conscientização da população tem sido maior, mas ainda assim é preciso evoluir nesse aspecto.
 
Em Campo Grande, Três Lagoas e Dourados, cidades onde a Organização de Procura de Órgãos (OPO) da Santa Casa coordena as equipes de captação, de janeiro a setembro deste ano, foram registradas 154 confirmações de mortes encefálicas, sendo 53% na Santa Casa, por ser o maior hospital do Estado e referência no atendimento aos pacientes considerados mais graves. No ano passado, nesse mesmo período, foram registradas nessas cidades 174 confirmações de mortes encefálicas pela OPO.
 
Somente na Santa Casa, dos 81 acolhimentos familiares feitos pelos profissionais do setor, 54% recusaram a doação em 2019 e, neste ano, 46% não autorizaram, o que significou uma queda importante em 2020, se comparado ao ano anterior, pois quanto menor a recusa familiar, maior o índice de doação. Já nas cidades do interior, essa recusa é bem maior e, em 2020 passou para 68%. Em 2019, de janeiro a setembro a recusa para a doação de órgãos foi de 62%.
 
No que se refere ao total de órgãos doados nos primeiros nove meses de 2019, somou-se 76, sendo que 57 deles foram captados na instituição. Este ano, 85 órgãos foram captados e desses, 66% também foram na Santa Casa. Isso deve se ao fato do hospital ter absorvido parte da demanda do Estado com pacientes mais graves, enquanto no interior foi preciso referenciar os atendimentos à COVID-19. Durante esse período de pandemia, de março a agosto, a OPO coordenou e captou 60 órgãos, onde 46 foram feitos no hospital e 14 no interior. Em 2019, foram 31 na instituição e 25 no interior, no mesmo período de referência.
 
De acordo com a coordenadora médica da OPO, Drª Patrícia Berg, o serviço desenvolvido no hospital é muito abrangente e, por conta da qualidade do serviço, grandes melhorias já foram conquistadas, dentre elas a confiabilidade dos hospitais que recebem os órgãos doados na Santa Casa. “O hospital foi o pioneiro em iniciar transplantes renais e cardíacos na cidade. Hoje a OPO é a responsável técnica pela abrangência de todos os potenciais doadores no Estado auxiliando e coordenando todo o processo. Várias ações são desenvolvidas, dentre elas a validação dos pacientes que podem ou não ser doadores e a capacitação para as demais equipes que lidam com os mesmos processos, em outros hospitais. É um trabalho árduo, mas conseguimos melhorar muitas nossas notificações de morte encefálica e a manutenção dos doadores, refletindo assim em 100% da aceitação pelos centros transplantadores, dos órgãos que são ofertados aqui”, comentou a médica.
 
A equipe da OPO Santa Casa é composta pela coordenadora médica Drª Patrícia Berg, coordenador de enfermagem Rodrigo Gomes, enfermeiras Rosana Maria da Silva e Paolla Costa Cavalcante, técnicos em enfermagem Lucas Nogueira Albernaz, Laurilene de Souza Silva, Aparecida Maciel Matoso, Geice Santiago Souza, além da técnica administrativo Fernanda Fogaça e a gerente de serviços terapêuticos Ana Paula Silva das Neves.
 
Em relação aos transplantes, com base nos centros credenciados no Sistema Nacional de Transplantes (SNT), os dados fornecidos pela Central Estadual de Transplante (CET), no período de janeiro a setembro de 2019, registraram 130 transplantes de córneas, 17 transplantes de rins e nenhum de coração. Já em 2020, foram 85 de córneas, 19 de rins e três de coração. Com a maior parte dos números registrados, a Santa Casa de Campo Grande é atualmente a maior instituição transplantadora de coração e rins em Mato Grosso do Sul.
 
“O hospital é referência em captação de órgãos, com equipes qualificadas para fazer o diagnóstico e a manutenção do potencial doador. A OPO trabalha 24h ininterruptas fazendo busca ativa de potenciais doadores de órgãos e tecidos para transplante e, também, tem a função de fazer o acolhimento e a entrevista familiar. Ações estas que são desempenhadas com muita competência pelas equipes”, comentou a coordenadora da Central Estadual de Transplante, Claire Miozzo.
 
Nesses nove meses de 2020, a Santa Casa realizou dois transplantes de coração, 19 transplantes de rins e 16 de córneas. Em 2019, no mesmo período, foram 17 de rins e 130 de córneas e nenhum de coração. Para fechar o mês dedicado à conscientização da doação de órgãos e tecidos, o hospital realizou o 19° transplante renal do ano em uma paciente de 51 anos, moradora da Capital e que fazia hemodiálise desde 2017 no Serviço de Diálise do hospital.
 
A equipe responsável pelo procedimento cirúrgico da paciente o médico urologista Dr. Eduardo Arruda, os médicos residentes em urologia Dr. Ricardo Ossuma Tamazato e Dr. Guilherme Napoleão, a acadêmica de Medicina do 6° ano, Júlia Mattos, a enfermeira do transplante renal, Karen Leguiça, a instrumentadora cirúrgica, Kezia dos Santos Correia e de toda a equipe assistencial do centro cirúrgico. Além da médica nefrologista que acompanha a paciente, Drª Rafaela Campanholo.
 


› FONTE: Ascom Santa Casa