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Irmãos são presos em investigação contra tráfico de drogas nas Moreninhas

Publicado em 16/09/2026 Editoria: Polícia


Apuração começou após apreensão de 15 kg de cocaína, prensa hidráulica e munição em maio deste ano
 
Os irmãos Karen Cristina Pedroso Cardoso, de 22 anos, e Breno Pedroso Cardoso, de 24, foram presos nesta terça-feira (15), em Campo Grande, investigados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Os dois eram alvos de mandados de prisão preventiva cumpridos por equipes da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) e passaram por audiência de custódia nesta quarta-feira (16).
 
Conforme a Polícia Civil, a apuração teve como ponto de partida uma ocorrência registrada pela Denar em 20 de maio, no bairro Moreninha III. Na ocasião, uma mulher de 29 anos foi presa em flagrante após policiais encontrarem aproximadamente 15 quilos de substância análoga à cocaína em uma residência.
 
A casa era alvo de denúncia anônima por suposto armazenamento de drogas e intensa movimentação de uma pessoa que usava uma motocicleta para entrar no imóvel e retirar objetos.
 
Durante a ação, os policiais também encontraram uma prensa hidráulica, placas metálicas e utensílios com resquícios de cocaína, além de uma munição calibre .223. Em outro imóvel relacionado aos fatos, foram apreendidos objetos que, conforme a investigação, seriam utilizados na prensagem e identificação de tabletes de drogas.
 
A mulher presa naquela ocasião teria, segundo a Denar, aceitado guardar os materiais ilícitos mediante pagamento feito por integrantes ligados ao tráfico. A investigação continuou para identificar outros possíveis envolvidos.
 
Irmãos Breno Pedroso Cardoso e Karen Cristina Pedroso Cardoso, presos nesta terça-feira pela Denar (Foto: Reprodução/Processo)
Karen, que é comerciante, foi localizada enquanto trabalhava em uma loja no bairro Moreninhas II. Mãe de um bebê de cinco meses, que ainda está em fase de amamentação, ela teve pedido de conversão da prisão preventiva em domiciliar apresentado pela defesa.
 
Já Breno é entregador e, conforme os advogados, é investigado por suposta participação nos mesmos crimes. A defesa questionou durante a audiência de custódia o intervalo entre o fato que deu origem à investigação e o cumprimento da ordem judicial.
 
Segundo os advogados, o episódio investigado ocorreu em 20 de maio deste ano, enquanto a prisão preventiva foi decretada em 7 de agosto e cumprida somente nesta terça-feira. A defesa contabiliza 118 dias entre o fato e a prisão de Breno e afirma que, durante esse período, ele permaneceu em liberdade, com endereço conhecido, trabalhando e mantendo os compromissos familiares.
 
Os advogados sustentam ainda que não houve, nesse intervalo, registro de nova prática criminosa, tentativa de fuga ou interferência na investigação. Breno seria primário, sem antecedentes de processos criminais ou prisões anteriores, além de ter residência fixa e emprego formal como entregador.
 
No caso de Breno, a defesa também apresentou a situação familiar como argumento para pedir a revogação da prisão preventiva. Ele é pai de um menino de cinco anos e, segundo os advogados, a companheira está grávida de sete meses.
 


› FONTE: Campo Grande News