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PM da reserva baleado em quartel foi preso com fuzil meses antes

Publicado em 16/09/2026 Editoria: Polícia


Resoaldo Gomes dos Santos cumpria detenção de 10 dias quando sofreu disparos no rosto e no abdômen
 
O policial militar da reserva Resoaldo Gomes dos Santos, de 44 anos, baleado duas vezes dentro do 4º Batalhão da Polícia Militar, em Ponta Porã, havia sido preso em novembro do ano passado após ser flagrado com um fuzil calibre .556. Na madrugada desta quarta-feira (16), enquanto cumpria uma detenção administrativa na unidade, ele foi atingido no rosto e no abdômen por disparos feitos pelo tenente Carlos Eduardo da Silva Filho.
 
Conforme apurado pelo Campo Grande News, Resoaldo havia começado a cumprir, na segunda-feira, uma detenção de dez dias no alojamento do batalhão. Por volta de 1h30, o tenente foi até o local para fiscalizá-lo. Segundo relatos obtidos pela reportagem, não havia necessidade de uma fiscalização naquele horário, já que o militar cumpria regularmente a detenção e não tinha histórico de problemas disciplinares com companheiros ou superiores.
 
Gravemente ferido, Resoaldo foi socorrido pela própria equipe de serviço e encaminhado para atendimento médico. Ele deverá passar por cirurgia no rosto e pode ser transferido para Campo Grande para continuidade do tratamento.
 
A prisão anterior ocorreu em 1º de novembro do ano passado, também em Ponta Porã. Na ocasião, uma abordagem de rotina terminou em perseguição depois que policiais encontraram um fuzil Colt M4 calibre .556 no veículo conduzido pelo militar da reserva.
 
Segundo o registro policial, Resoaldo fugiu da abordagem, seguiu até a própria residência e chegou a apontar o fuzil na direção dos policiais. O imóvel foi cercado e ele acabou se rendendo. Durante as buscas, além do fuzil, foram apreendidos dois carregadores e uma pistola Taurus PT 840. A arma longa foi encontrada no quintal de um vizinho.
 
O episódio resultou em investigação por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, tentativa de homicídio, ameaça, coação e direção perigosa. Meses depois, Resoaldo estava cumprindo detenção administrativa no mesmo batalhão quando acabou baleado.
 
Já o tenente Carlos Eduardo havia chegado a Ponta Porã cerca de um mês antes do ataque. Conforme relatos obtidos pela reportagem, antes disso ele havia passado por unidades em Amambai, Mundo Novo e Eldorado. As razões oficiais para as transferências ainda não foram esclarecidas.
 
Após os disparos, a Polícia Civil foi acionada e uma equipe de perícia esteve no batalhão. Carlos Eduardo permaneceu em silêncio durante o depoimento e foi autuado pelo crime militar.
 
A Polícia Militar, em comunicado oficial foi preso em flagrante no próprio local pelo crime de homicídio tentado e teve seu armamento apreendido para perícia técnica. Ao fim dos procedimentos necessários e da confecção do Auto de Prisão em Flagrante, deve ser encaminhado ao Presídio Militar Estadual, em Campo Grande. A Corregedoria-Geral da PMMS acompanha todos os procedimentos de polícia judiciária militar para a completa apuração e esclarecimento dos fatos, inclusive em esfera disciplinar.
 


› FONTE: Campo Grande News