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Frota de veiculos da SESAI deixa de atender aldeias de Mato Grosso do Sul

Publicado em 23/03/2026 Editoria: Gestão


Cerca de 70 caciques ocuparam, na manhã desta segunda-feira (23), a sede do DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena), localizada na Vila Bandeirante, em Campo Grande, em protesto pela falta de transporte para atendimentos médicos em aldeias de Mato Grosso do Sul.
 
O protesto ocorre após o fim do contrato com a empresa Cunha, responsável pelo transporte de pacientes indígenas e equipes de saúde. A empresa fazia o deslocamento de profissionais até as aldeias e também levava pacientes para tratamento em centros urbanos. O rompimento do contrato foi confirmado pelo Ministério da Saúde.
 
No local, os manifestantes estavam com cocares e cartazes, e os servidores do DSEI foram dispensados. Segundo as lideranças indígenas, a decisão de fechar o prédio foi tomada após assembleia realizada na noite de domingo (22), na Aldeia Bananal, em Aquidauana.
 
No começo deste mês, aldeias já estavam com problemas para receber os veículos. No entanto, de acordo com um dos manifestantes, o cacique Célio Terena, coordenador do Conselho Terena de Aquidauana, mesmo sem contrato, os veículos continuaram atendendo até a última sexta-feira (20), de forma provisória e sem cobrança, mas os carros foram novamente bloqueados após o prazo para formalização de um acordo.
 
Ele afirma que as lideranças já haviam conseguido o desbloqueio das viaturas na semana passada, após negociação para que a rescisão contratual fosse feita de forma amigável. “O dono da empresa deu prazo até sexta-feira, ele liberou os carros por conta e risco, não cobrou nada, mas deu esse prazo para que a rescisão fosse finalizada de forma amigável. Mas o DSEI, junto com a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) em Brasília, não concluiu esse documento, não foi assinado, e então a empresa novamente bloqueou os carros. São 72 carros parados”, explicou.
 
Conforme os manifestantes, havia pacientes com hemodiálise e consultas agendadas que podem não conseguir atendimento por falta de transporte. 
 


› FONTE: Com informações do Campo Grande News